domingo, 27 de setembro de 2009



Bem, o que dizer. A maior admiração que tenho do povo americano é a iniciativa de protesto perante as atitudes governamentais não aceitas no contexto geral democrático. Coisa muito bem feita por sinal. A questão é que, mesmo com a crise de 1929, estes cidadãos cientes de que o governo deve ter este tipo singular esquerdista para o não agravamento da atual crise financeira alegam que, mesmo assim sendo, a ajuda financeira foi extrapolada, ultrapassando o limite moral da sociedade já fragilizada. Também existe o problema de que, a ajuda financeira serve como um "amenizador" das preocupações de risco assumido pelas entidades privadas em períodos de crise. A economia americana sem duvida é muito resiliente, mas pecam no atual sistema bancário e financeiro. O Brasil por ter um banco central conservador e tecnologia superior (do sistema de pagamentos, de compensações e de risco) foi o primeiro a sair e o ultimo a entrar na crise. Na ultima reunião do G-20, Henrique Meirelles foi abordado por Tim Geithner, secretario do tesouro americano, falando em alto e bom som. "O Brasil está liderando o mundo para fora da recessão". Melhor para o Lula. Quanto a Obama, ele deve agüentar essas pressões democráticas, mesmo fazendo o "aparentemente correto". Alias, banco central americano Federal Reserve (FED), já diminuiu os incentivos de ajuda financeira, e o banco central brasileiro já alegou que as taxas de juros não devem manter o atual sentido por muito tempo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Os defeitos da democracia política como sistema de governo são tão óbvios, e têm sido tantas vezes catalogados, que não preciso mais do que resumi-los aqui. A democracia política foi criticada porque conduz à ineficiência e fraqueza de direcção, porque permite aos homens menos desejáveis obter o poder, porque fomenta a corrupção. A ineficiência e fraqueza da democracia política tornam-se mais aparentes nos momentos de crise, quando é preciso tomar e cumprir decisões rapidamente. Averiguar e registar os desejos de muitos milhões de eleitores em poucas horas é uma impossibilidade física. Segue-se, portanto, que, numa crise, uma de duas coisas tem de acontecer: ou os governantes decidem apresentar o facto consumado da sua decisão aos eleitores - em cujo caso todo o princípio da democracia política terá sido tratado com o desprezo que em circunstâncias críticas ela merece; ou então o povo é consultado e perde-se tempo, frequentemente, com consequências fatais. Durante a guerra todos os beligerantes adoptaram o primeiro caminho. A democracia política foi em toda a parte temporariamente abolida. Um sistema de governo que necessita de ser abolido todas as vezes que surge um perigo, dificilmente se pode descrever como um sistema perfeito.